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domingo, 19 de outubro de 2008

Marx e Meszáros

Após realizar a leitura dos textos “Educação da classe trabalhadora: Marx contra os pedagogos marxistas” do autor Tarso Mazzoti e “A educação para além da Capital” de Istavan Mészáros, pude refletir e compreender melhor sobre a educação e a sociedade brasileira através das teorias de Marx e Meszáros, onde nos mostram que o mundo está ligado ao capitalismo.
Karl Marx realiza investigações sobre o modo de produção capitalista e as condições para superá-lo, com rumo de obter uma sociedade sem classe e na qual a propriedade privada seja extinta. Essa idéia implica relações sociais e globais, rompendo com os instrumentos da dominação da burguesia.
Deste modo, para haver uma nova sociedade, era necessário uma revolução e conscientização da classe trabalhadora e todos os homens recuperassem seu pleno desenvolvimento intelectual, físico e técnico. Assim, a educação passa a ter importância no pensamente marxista.
O filósofo nos relata que precisamos “arrancar a educação da influência da classe dominante do modo burguês de ver o mundo, se não quisermos que as crianças sejam transformadoras em simples objetos de comércios, em simples instrumentos de trabalho”. Concordo com sua afirmação, pois a educação tinha mesmo a finalidade de preparar os indivíduos para atender as maiores necessidades da camada dominante.
Neste sentido, acredito que ainda percebemos a existência dessa tal finalidade na área educacional, pois muitos professores ainda seguem o modelo de ensino tradicional, onde os alunos são ensinados a não questionarem e nem tão pouco a pensarem por si próprios.
A escola é vista como um instrumento para impor a ideologia capitalista propagando uma visão do mundo acrítica e passiva para que se aceite a exploração do proletariado como algo natural e que sempre existiu e existirá.
Portanto, acredito que devemos reverter esse quadro através da educação e conscientização e luta de classes para ai sim transformar a sociedade. Desta maneira, devemos sempre repensar em nossas práticas pedagógicas, sobre nossas ações a fim de formar alunos autônomos, que pensem por si próprios, que contribuem para uma sociedade igualitária e não pessoas habituados a pensar como a camada mais poderosa deseja.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

A partir da leitura do texto “A educação como processo socializador: função homogeneizadora e função diferenciada” de Émili Durkhein e demais estudos realizados pela Interdisciplina de Escola, Cultura e Sociedade, percebi que a educação tem variado infinitivamente com o tempo e o modo em que cada povo está inserido, pois no início da civilização, ela visava preparar o indivíduo para atender as necessidades de cada povo e não para desenvolver suas habilidades intelectuais, morais e étnicas.
Ao longo dos anos, a educação foi modificando-se, onde todo esse passado da humanidade contribuiu com princípios (religião, organização política,...), a história dos povos, a qual se dirigiu a educação atualmente, servindo para atender as maiores necessidades da sociedade.
Essas necessidades são atendidas através da educação, onde a cada geração, os adultos exercem uma ação sobre as crianças que eram consideradas uma tabula rasa, a qual era preciso construir tudo novo, preparando lhes para o meio social.
Deste modo, assim como ressaltou o autor, desde o início das civilizações, a educação apresenta reflexos das condições sociais, econômicas e culturais da camada dominante até os dias de hoje, a qual visa preparar os indivíduos para atender as necessidades da sociedade e formar a sua consciência social humana.
Nesta perspectiva de que a educação é vista como preparo dos indivíduos para atender as maiores necessidades das camadas mais poderosas, acredito que nós professores devemos refletir sobre a nossa prática pedagógica e sobre as nossas ações em sala de aula, a fim de formar alunos autônomos, que pensem por si próprios e não habituados a pensar como a camada mais poderosa deseja.