PORTFÓLIO DE APRENDIZAGENS
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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Reflexões sobre a Prática Pedagógica

Através dos estudos que as Interdisciplinas estão nos proporcionando neste semestre, pude perceber alguns elementos fundamentais para nosso estágio que se aproxima no próximo ano, ou seja, para nossa prática pedagógica.
Neste sentido, é fundamental a presença do diálogo entre os alunos e professores, conhecendo qual é o interesse do grupo/turma para avançar nos conteúdos a partir dos seus saberes, ou seja, seus conhecimentos prévios e experiências, seja alunos de EJA, educação infantil ou séries iniciais.
Desta forma, o planejamento deve ser flexível, com intencionalidade, onde os alunos aprendam não apenas a fazer e sim pensar, questionar, decidir, arriscando propostas e alternativas contextualizadas e articuladas.
Do mesmo modo, o trabalho colaborativo também deve se fazer presente, valorizando-o, bem como respeitar as individualidades de cada um, já que cada um apresenta uma realidade diferente.
Estes são alguns princípios essenciais dentre diversos existente na prática, desenvolvendo cidadãos autônimos, participativos, sendo capazes de transformar a sociedade.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Temas geradores

Neste semestre, a Interdisciplina de Didática está nos destacando à importância de temas geradores na prática pedagógica, assim pude confirmar e compreender melhor sobre o mesmo.
Para desenvolver este trabalho na sala de aula, é fundamental a presença do diálogo entre a turma e os alunos terem o direito de opinar, formar questionamentos, refletir, apresentar sua visão de mundo, indo à busca pelo aprendizado.
Neste processo de interação, um aprende com o outro, seja o professor e aluno ou entre colegas, pois mesmo sendo alfabetizado ou não, o indivíduo chega à escola com uma cultura que não é pior ou melhor que a do educador e que deve ser valorizada.
Através dessas discussões, irá permitir que a turma aborde uma situação que é de interesse geral, chegando assim ao tema gerador, que será significativo a ele, construindo sua visão crítica sobre o mesmo.
Ao chegar neste assunto concreto, irá possibilitar que o educando vá à busca por novos conhecimentos e que a partir dele, irá compreender mais criticamente a realidade em que está inserido, pois conhecendo o aluno vai entender a situação e em seguida vai poder questioná-la, entendendo que é capaz de transformar a sociedade.
Portanto, é muito importante trabalhar com temas geradores, pois assim conhecemos o pensamento-linguagem referido à realidade do aluno, os níveis de percepções desta realidade, sua visão de mundo, e situações que sejam significativas ao contexto do educando.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

EJA

A partir dos estudos realizados em EJA até o momento, ou seja, leituras, discussões em fórum, aula presencial e atividades, fez com que eu ampliasse meus conhecimentos sobre a educação de jovens e adultos.
Neste sentido, acredito que na prática educativa, não podemos considerar este público como crianças, uma vez que ao longo da vida, vão se introduzindo no mundo da escrita e leitura enquanto sistema simbólico e tecnologia. Assim, não bastam estes alunos sentir a “necessidade” de alfabetizar-se ou continuar seus estudos, eles precisas sentir-se dentro da sala de aula, com suas especificidades e experiências.
Devemos fazer com que estes alunos sejam atraídos pela escola, trazendo o diálogo para a sala de aula, tendo o direito de opinar, formar questionamentos, apresentar sua visão do mundo, bem como valorizar seus conhecimentos prévios, já que trazem uma carga de conhecimentos e devemos criar condições para que estes se ampliem.
Da mesma forma, precisamos estar preparado para interagir com este público alvo, pois devemos levar em consideração e valorizar as diferentes práticas letradas, ou seja, mesmo não sendo alfabetizados, eles já sabem fazer o uso da leitura e escrita, como realizar pagamentos, participar e saber de regras esportivas, etc., além de pertencem a distintas comunidades com diferentes culturas, cada um com um modo de vida diferente.
Assim sendo, faz-se necessário que trabalhamos com diversos métodos e tempo no perfil do estudante de modo diferenciado, já que cada um se encontra em uma capacidade cognitiva.
Para isso, é importante trabalharmos com diferentes linguagens: teatro, cartazes, recortes, etc., para que possam expor sua realidade de vida e sua visão sobre o assunto de seu interesse ou o tema gerado na sala de aula, caso contrário, pode ocorrer a evasão escolar, já que o mesmo não é de seu interesse.
Com algo concreto, os indivíduos vão poder refletir, possibilitando com que vá à busca por novos conhecimentos e a partir dele, compreenderá mais criticamente a realidade em que está inserido, pois conhecendo o aluno vai entender a situação e em seguida vai poder questioná-la, entendendo que é capaz de transformar a sociedade.
Portanto, compreendi também o quanto é muito importante trabalhar a oralidade para a escrita com jovens e adultos, permitindo uma reinterpretação do assunto abordado, conhecendo o pensamento-linguagem referido à realidade do aluno, os níveis de percepções desta realidade, sua visão de mundo através de situações que sejam significativas ao contexto do educando.

sábado, 17 de outubro de 2009

Projeto de Aprendiagens

Ao término do Projeto de Aprendizagens, pude refletir sobre minhas descobertas no decorrer deste trabalho.
Dentre estas, em relação à busca da resposta da pergunta central: “Ocorreram algumas mudanças na estrutura dos jogos de antigamente em relação aos dias atuais, desenvolvidos livremente pelos alunos das séries iniciais da escola Baréa?”, eu e o grupo, através de pesquisas, podemos perceber que houve mudanças na estrutura dos jogos desenvolvidos pelos atuais e ex-alunos da escola Baréa.
Assim, notamos que estas se deram em torno de fatores socioculturais, como o faz de conta, (onde as crianças atualmente eram “mães” também trabalhando em outros lugares, e não somente em casa, como antigamente) e no pula-corda (atualmente com cantigas), mas nenhum jogo mudou totalmente seu desenvolvimento e organização.
Cabe destacar que todo Jogo é constituído por regras obrigatórias. Neste sentido, defini o “faz-de-conta” como jogo e não brincadeira como pensava, já que ele é constituído de regras imaginárias quando desenvolvido pelas crianças.
Do mesmo modo, através do Projeto de Aprendizagem, pude aprender que se deve partir da curiosidade do aluno para sua realização, pois a pesquisa irá se desenvolver com mais interesse, e que o professor aprende juntamente com o aluno, e vice-versa, pois o papel do educador é ser um orientador, mediador neste processo.
Ainda, aprendi a extrair e ligar conceitos com os verbos de ligação, ou seja, frases de ligação, identificando os conceitos que foram abordados no PA, podemos visualizá-lo o projeto no mapa conceitual como um todo.
Outro fator importante foi que o percebi que é possível trabalhar a distância, já que nossos encontros foram praticamente realizados pelo MSN e Pbwork.
Estas foram algumas descobertas muito significativas para mim.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Libras, cultura e comunidade surda

A partir dos estudos sobre Libras, cultura e comunidade surda, pude refletir um pouco mais sobre estas abordagens.
Neste sentido, considero as pessoas surdas como um cidadão que pode tomar decisões, que deve ser respeitado na sociedade como todos, são pessoas com direitos e deveres que interagem com o mundo através de experiências visuais, manifestando sua cultura por meio do uso da LIBRAS.
Ainda encontramos na sociedade a presença do preconceito, exclusão e maus-tratos a pessoas surdas, onde são tratadas como indivíduos doentes ou sem conhecimento pelos ouvintes, que não conhecem sua cultura e a língua de sinais. Mas, cabe destacar que eles são pessoas capacitadas, que se comunicam e participam na comunidade, ou seja, juntamente com ouvintes e surdos, compartilhando interesses em comum.
Assim sendo, para conversar com uma pessoa surda, acredito que quando não há o domínio da língua de sinais da pessoa ouvinte, como meu caso, faz se necessário interagimos de acordo com sua cultura, ou seja, sem o desvio de olhar, já que ela se comunica através do contato visual. Um fator importante são as expressões faciais e corporais, dramatizando ou apontando algo, bem como escrevendo sobre o assunto ou desenhando. Para chamar atenção da pessoa, devemos tocar em seu ombro para senti-la ou piscar a luz para que possa perceber ao chamado.
Portanto, acredito que estes aspectos citados acima sejam essenciais nos educadores conhecermos, já que fazem parte de sua cultura, bem como, a língua de sinais para que possamos interagir com as pessoas surdas e eles se sentirem com uma boa auto-estima, pois são pessoas capazes de ter bom desempenho acadêmico, social e espiritual.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Práticas de Letramento social

A partir dos estudos realizados na Interdisciplina de Linguagem e Educação, pude refletir sobre o letramento social e escolar.
Neste processo, penso que a criança ou indivíduo não-alfabetizado em seu cotidiano através da interação com a família, igreja, lugar de trabalho, etc. vai obtendo o contato com as práticas de letramento, ou seja, ela vai se introduzindo no mundo da escrita e leitura enquanto sistema simbólico e tecnologia.
Como por exemplo, minha vizinha de 82 anos não sabe ler e escrever, mas vende verduras, trabalhando com os números, então ela já é letrada.
Assim sendo, acredito que a escola só valoriza o letramento escolar, que é ler e escrever, não se preocupando com o letramento social. No entanto, ela deveria valorizar as experiências que os alunos carregam consigo, isto é, deveriam ensinar a fazer o uso desses conhecimentos na vida, no seu cotidiano, no seu trabalho, etc.
Portanto, para que isso se concretize, faz se necessário que seja levado em consideração essas diferentes práticas letradas, experiências, conhecimentos prévios dos alunos que se apresentam de diferentes realidades, etc. para que possam construir assim novos conhecimentos adquiridos das práticas sociais e não somente escolar, as quais irão contribuir para a sua vida de forma autônoma, crítica e solidária.

LIBRAS

A partir da aula presencial de LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) realizada no dia 10 de setembro, pude entender um pouco mais sobre esta, o quanto é de suma importância nós educadores adotarmos esta linguagem de comunicação.
Esta língua teve sua origem na França e não é Universal como eu pensava que era, ela apresenta características diferentes de outros países.
Nesta aula, também compreendi a diferença entre surdo e deficiente auditivo. O primeiro refere-se a aquelas pessoas que não escutam, enquanto o segundo é aquele indivíduo que ao longo do tempo de sua vida perdeu a audição, e que em alguns casos, com a ajuda de um aparelho auditivo, ira permitir que volte a ouvir novamente.
A Língua Brasileira de Sinais é composta de 26 letras e obtém de 61 configurações com as mãos, havendo um ponto de articulação para cada sinal realizado, pois sua mudança de movimento pode significar outra palavra. A expressão corporal e facial também se fazem presentes nestes parâmetros.
Acredito que esta língua deve ser muito respeitada igual as demais, pois os surdos são tão capazes quanto as outras pessoas, e como disse a professora Caroline, “Tudo é possível”.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Educação de Jovens e Adultos

Neste semestre estamos conhecendo um pouco mais sobre a Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Antes de começar esta Interdisciplina, não havia parado para pensar quais eram as diferenças entre uma educação tradicional e uma Educação de Jovens e Adultos.
Nos estudos em que estamos realizando, pude entender e compreender essa diferença. Enquanto nós educadores preparamos os indivíduos para o mundo do trabalho, a experimentar a vida, na EJA os adultos já foram experimentados pela vida, como falou a professora Anézia Vieiro na primeira aula presencial.
As pessoas freqüentadoras da EJA possuem diferentes experiências de vida, são pessoas trabalhadoras, que não tiveram acesso a escolarização e nem domínio da língua escrita e leitura.
Acredito que ao trabalhar com este público alvo, nós docentes precisamos estar preparado para interagir com estes alunos através do diálogo, bem como trabalhar com diversos métodos e tempos no perfil do estudante de modo diferenciado, já que são pessoas trabalhadoras, que trazem sua realidade de vida a fim de aprimorar seus conhecimentos.
Acredito que esta Interdisciplina irá trazer muitos subsídios para novas aprendizagens em relação à EJA.