PORTFÓLIO DE APRENDIZAGENS

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Gestão democrática escolar

A partir das leituras dos textos e atividades propostas pela Interdisciplina Organização do Ensino Fundamental percebi que alguns elementos são fundamentais para a existência da gestão democrática escolar.
Dentre estas, é essencial a participação efetiva de toda a comunidade escolar (pais, professores, funcionários, alunos) nas decisões da escola para poderem opinar, concordar, discordar e todos chegarem a uma conclusão, bem como o respeito à opinião do próximo, pois muitas vezes não é fácil conciliar suas idéias.
Para que essa participação realmente ocorra é necessário que a escola abra espaço para a sociedade, para todos participarem, como por exemplo, na construção do Projeto Político Pedagógico e Regimento Escolar, aonde debatem, discutem e estabelecem as concepções de currículo, de avaliação, da sociedade escolar e dentre outros diversos setores em que a escola deve se organizar e seguir.
Do mesmo modo, outro princípio básico de uma gestão democrática é a transparência na prestação de contas, bem como nos atos administrativos, possibilitando que todos fiquem sabendo da realidade escolar, ou seja, que os envolvidos verifiquem se realmente está ocorrendo essa transparência financeira na prática, dando sugestões sobre o destino das verbas da instituição.
Acredito que a democracia deve começar na própria sala de aula, ouvindo os alunos em suas opiniões e idéias, para que possam obter o exemplo e segui-la.
Estes processos ainda é um caminho a ser percorrido, a maioria das escolas está em processo de transformação, na luta de uma melhor qualidade a todos e não devemos desistir, para construirmos uma escola diferente e percebendo a mudança ocorrida na prática.
Portanto, é necessário a escola abrir as portas para que todos os envolvidos (sociedade) possam realmente participar com a instituição e decidirem sobre a organização e funcionamento do espaço escolar em que estão inseridos, podendo praticar a gestão democrática.
Como citou a professora Lisete Aleraro (Professora da FEUSP) no Vídeo “Um salto para o futuro” que “não se construirá uma escola brasileira de qualidade sem participação”.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

PPP e Regimento Escolar

A partir dos estudos realizados pela Interdisciplina de Organização do Ensino Fundamental, pude perceber que para a construção de uma escola democrática é necessário abrirmos espaço a dois instrumentos: Projeto Político Pedagógico e Regimento escolar.
O PPP define-se como um documento contendo regras institucionais com que a mesma irá se organizar. É construído pela comunidade escolar, as quais debatem, discutem e estabelecem as concepções de currículo, de avaliação, da sociedade escolar e outras, com o objetivo de criarem referências e diretrizes próprias para a prática que se pretende implantar.
Já o Regimento Escolar é um documento administrativo e normativo de uma instituição, ou seja, que contém em normas específicas, com registros gerais dos procedimentos, funções, atribuições e composições dos diversos setores em que a escola deve se organizar e seguir. Este é originado pelo PPP.
Neste processo de reflexões, constatei que eles devem caminhar juntos, pois suas relações (desejos e regras) têm valores simbólicos à instituição escolar, onde um orientará as práticas escolares, oficializando as idéias contidas no desejo teórico.
Do mesmo modo, para haver uma escola democrática é necessário haver a participação de toda a comunidade escolar (pais, professores, alunos, funcionários...) e que a mesma abra espaço para poderem opinar, decidir e estabelecer suas concepções e até as execuções do Regimento e PPP da escola.
Igualmente é preciso que haja transparência na prestação de contas, bem como em todos os atos administrativos, possibilitando que todos fiquem sabendo da realidade escolar.
Portanto, o Projeto Político Pedagógico e o Regimento Escolar estão interligados e são aportes para uma escola democrática, onde na prática formará alunos críticos, autônomos, que pensem por si próprio, que contribuem para uma sociedade igualitária e de transformá-la.

domingo, 19 de outubro de 2008

Marx e Meszáros

Após realizar a leitura dos textos “Educação da classe trabalhadora: Marx contra os pedagogos marxistas” do autor Tarso Mazzoti e “A educação para além da Capital” de Istavan Mészáros, pude refletir e compreender melhor sobre a educação e a sociedade brasileira através das teorias de Marx e Meszáros, onde nos mostram que o mundo está ligado ao capitalismo.
Karl Marx realiza investigações sobre o modo de produção capitalista e as condições para superá-lo, com rumo de obter uma sociedade sem classe e na qual a propriedade privada seja extinta. Essa idéia implica relações sociais e globais, rompendo com os instrumentos da dominação da burguesia.
Deste modo, para haver uma nova sociedade, era necessário uma revolução e conscientização da classe trabalhadora e todos os homens recuperassem seu pleno desenvolvimento intelectual, físico e técnico. Assim, a educação passa a ter importância no pensamente marxista.
O filósofo nos relata que precisamos “arrancar a educação da influência da classe dominante do modo burguês de ver o mundo, se não quisermos que as crianças sejam transformadoras em simples objetos de comércios, em simples instrumentos de trabalho”. Concordo com sua afirmação, pois a educação tinha mesmo a finalidade de preparar os indivíduos para atender as maiores necessidades da camada dominante.
Neste sentido, acredito que ainda percebemos a existência dessa tal finalidade na área educacional, pois muitos professores ainda seguem o modelo de ensino tradicional, onde os alunos são ensinados a não questionarem e nem tão pouco a pensarem por si próprios.
A escola é vista como um instrumento para impor a ideologia capitalista propagando uma visão do mundo acrítica e passiva para que se aceite a exploração do proletariado como algo natural e que sempre existiu e existirá.
Portanto, acredito que devemos reverter esse quadro através da educação e conscientização e luta de classes para ai sim transformar a sociedade. Desta maneira, devemos sempre repensar em nossas práticas pedagógicas, sobre nossas ações a fim de formar alunos autônomos, que pensem por si próprios, que contribuem para uma sociedade igualitária e não pessoas habituados a pensar como a camada mais poderosa deseja.

Projeto de Aprendizagem

No dia 13 de outubro de 2008, segunda-feira, tivemos nossa aula presencial de Seminário Integrador V e Projetos Pedagógicos em Ação, onde através do comentário da professora Nádie, possibilitou nos diálogos entre o grupo do Projeto de Aprendizagens levando a perceber que a pesquisa que estávamos realizando estava nos indicando um outro caminho, ou seja, ao emagrecimento e não a resposta da pergunta central “Há pessoas que comem e engordam e outras que comem e não engordam? Por quê?”.
Deste modo, o grupo decidiu se reunir presencialmente no Pólo no dia 15 de outubro de 2008 (terça-feira) para a reformulação do nosso PA.
Neste encontro, analisando o que havíamos citado anteriormente no projeto, decidimos modificar nossa pergunta para: "Há pessoas que comem excessivamente e não engordam? Por quê?" e elegemos novas certezas provisórias e dúvidas temporárias para a mesma, levando a um objetivo principal, de responder nossa curiosidade.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Na Interdisciplina de Organização e Gestão da Educação, conforme foi proposto pela mesma, reunimos-nos em grupo de 6 componentes (eu, Catiane Vargas, Deise Monteiro, Edivan Machado e Gislaine Cardoso) e criamos uma Linha do tempo utilizando o programa XTIMELINE, onde nela registramos sobre a organização nacional do ensino em uma perspectiva histórica, contemplando questões referente às constituições federais de 1934, 1937, 1946, 1967 e 1988, considerando os seguintes aspectos:
• contexto sóciopolítico e econômico;
• a obrigatoriedade do Estado na manutenção e expansão do ensino público;
• a gratuidade do ensino público (níveis e modalidades);
• a vinculação de recursos (de impostos) à educação;
• a forma de ingresso dos professores no magistério público.
Para visualizarem nossa linha do tempo, clique no link abaixo:
Linha do tempo

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Projeto de Aprendizagens

Durante a aula presencial de Seminário Integrador (21/08/08), meu grupo (eu, Catiane, Deise e Gislaine) elegeu uma pergunta central: “Por que algumas pessoas comem e engordam e outras que comem e não engordam?” para realização de nosso Projeto de Aprendizagens, além de elaborarmos certezas e dúvidas que tínhamos em relação à mesma. Dando continuidade a este, modificamos a pergunta: “Há pessoas que comem e engordam e outras que comem e não engordam? Por quê?” já que se algumas pessoas comem e engordam e outras comem e não engordam há um motivo, seja por hereditariedade, fatores psicológicos, etc. e observamos que tivemos mais certezas do que dúvidas na construção de uma tabela referente as mesmas, fazendo nos refletir sobre este assunto, pois se não tínhamos muitas dúvidas, poderia desqualificar nosso trabalho.
Após refazendo-o notamos que algumas delas não nos levavam a pergunta central, ou seja, abria caminhos diferentes para outras pesquisas, além de que algumas expressões utilizadas por nós na reflexão proposta (como: "sempre ouvimos falar que alguns chás...") nos remetia a compreender que seria uma dúvida, mas era uma certeza que tínhamos referente ao assunto. Deste modo, passamos a verificar o que realmente seria uma certeza e dúvida em sua forma escrita.
Com relação ao mapa conceitual, também chegamos a conclusão que algumas frases não era realmente o que queríamos dizer, vindo assim a modificá-lo. Já quanto ao seu manuseamento no Software Cmap Tools, acredito que não tivemos tanta dificuldade, pois consultamos o tutorial proposto, mas quando queríamos ligar determinada frase (conceito + frase de ligação + conceito) com uma flecha no sentido para baixo, não conseguíamos, vindo assim a colocar em outro sentido (de lado ou acima). Ainda não descobrimos como colocá-la para baixo, mas no próximo encontro do grupo vamos tentar novamente, elegendo as saídas e dando continuidade ao nosso Projeto de prendizagem.
O que ganho sendo adulta?
Após a leitura do texto “Transformações na convivência segundo Maturana” da autora Luciane Real e refletindo sobre a esta pergunta proposta, acredito que em nosso dia a dia, ao passamos pelas fases da vida adulta, cada vez mais vamos adquirindo novas aprendizagens, digo, passando a ter mais responsabilidades, seja em um emprego, uma nova família construída, alguns a terem filhos... onde adquirimos experiências/conhecimentos na convivência com outros indivíduos, sendo que cada um apresenta um comportamento seu particular, podendo atuar, compreender, decidir fatos, ter consciência de seus atos, interagir na sociedade em que está inserida, respeitando a maneira de ser de seu próximo.