PORTFÓLIO DE APRENDIZAGENS

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Educação de Jovens e Adultos

Neste semestre estamos conhecendo um pouco mais sobre a Educação de Jovens e Adultos (EJA).
Antes de começar esta Interdisciplina, não havia parado para pensar quais eram as diferenças entre uma educação tradicional e uma Educação de Jovens e Adultos.
Nos estudos em que estamos realizando, pude entender e compreender essa diferença. Enquanto nós educadores preparamos os indivíduos para o mundo do trabalho, a experimentar a vida, na EJA os adultos já foram experimentados pela vida, como falou a professora Anézia Vieiro na primeira aula presencial.
As pessoas freqüentadoras da EJA possuem diferentes experiências de vida, são pessoas trabalhadoras, que não tiveram acesso a escolarização e nem domínio da língua escrita e leitura.
Acredito que ao trabalhar com este público alvo, nós docentes precisamos estar preparado para interagir com estes alunos através do diálogo, bem como trabalhar com diversos métodos e tempos no perfil do estudante de modo diferenciado, já que são pessoas trabalhadoras, que trazem sua realidade de vida a fim de aprimorar seus conhecimentos.
Acredito que esta Interdisciplina irá trazer muitos subsídios para novas aprendizagens em relação à EJA.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Projeto de Aprendizagens

Neste semestre estamos elaborando um novo Projeto de Aprendizagens. O meu grupo, formado juntamente pelos colegas Catiane, Deise, Edivan e Gislaine, optou pelo tema: Brincadeiras Infantis na Escola Estadual de Ensino Fundamental Dom José Baréa.
Agora já estamos com mais experiência sobre o assunto, então elegemos por uma pesquisa profunda e prática, sendo esta através de entrevistas, análises e comparações de dados e não uma pergunta onde obteríamos uma resposta pronta em livros, revistas, internet, etc. como éramos acostumados a realizar no ensino fundamental e médio.
No momento, estamos trabalhando a distância, utilizando o Pbwork, e-mail e MSN para as trocas de informações Acredito que esta mudança está sendo muito gratificante, pois é uma nova forma de fortalecermos nossa relação com as ferramentas tecnológicas, já que no PA anterior reuníamos na maioria das vezes presencialmente.
Já houve vários encontros virtuais, estes estão disponibilizados em nosso Pbwork. Para conhecê-lo, clique no link abaixo:

http://brincadeirasinfantispa.pbworks.com

quinta-feira, 4 de junho de 2009

4º Salão de Graduação e o 5º Salão de Educação a Distância na UFRGS

No dia 27 de maio de 2009, quarta-feira, eu e mais algumas colegas fomos ao 4º Salão de Graduação e o 5º Salão de Educação a Distância na UFRGS assistir a apresentação das alunas Sandra Evaldt, Simone Luci e Cristiani Borges. As professoras Nádie Cristhina e Eliana Ventorine também estavam presentes.
O grupo tinha como tema do trabalho: “Como desenvolver Projetos de Aprendizagem na Educação a Distancia”.
Abordaram principalmente à utilização das ferramentas tecnológicas, o quanto foram importantes para o trabalho (Projeto de Aprendizagem) realizado em Seminário Integrador IV no semestre passado.
Dentre essas foram destacadas pelas colegas: o webfólio, onde ficaram registradas todas as suas postagens do trabalho realizado e o Pbwork, onde fizeram o site com páginas para o desenvolvimento do mesmo. Da mesma maneira, utilizaram do MSN e E-mail para a troca de idéias diariamente, sendo estes de grande importância para os encontros virtuais. Registraram também seus encontros no diário de bordo no Rooda.
A principal ferramenta utilizada foi o Fórum onde utilizaram desde o início do Projeto para a troca de idéias.
As colegas fizeram uma bela apresentação, com fácil entendimento sobre o assunto. Pude perceber que conseguiram explorar muito bem o Projeto de Aprendizagem. Acredito que foi um trabalho muito significativo.

Este semestre estamos realizando um novo PA e estou vivenciando melhor este momento de trabalhar mais a distância, pois semestre passado, meu grupo reunia-se basicamente presencialmente. Penso que esta mudança está fortalecendo maiores contatos entre meu grupo e com estas ferramentas, assim como relataram as colegas.

Parabéns pela apresentação colegas!

Preconceito e Descriminação...

A escola é um ambiente sócio interativo, onde é necessária a formação de cidadãos com valores de forma a respeitarem as pessoas e suas diferenças.
Desta forma, nas escolas em geral, encontramos alunos que realizam ações de preconceito de gênero, etnia, etc.
Como por exemplo: colocam apelidos maliciosos em seus colegas, chamam alguém de negrinho, pretinho, alguém que não gosta de sentar do lado de determinado colega, etc. ações estas que já foram presenciadas por mim no ambiente escolar.
Para resolver estas ações de descriminação e preconceito, acredito que seja essencial realizarmos trabalhos com os alunos onde possam conhecer, perceber e conscientizar que em nosso Brasil encontramos diferentes etnias, culturas, múltiplas histórias que devem ser respeitas por todos indivíduos. Assim estamos prevenindo e diminuindo estes, reconstruindo as relações entre os indivíduos, sem impactos no futuro.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Reflexões sobre raça, etnia, descriminação...

Quinta-feira passada, dia 21 de maio de 2009, tivemos nossa aula presencial de Questões Étnico-Raciais na Educação: Sociologia e História. Nesta, o professor Nilton nos trouxe várias questões, dente estas, sobre Raça, Etnia, descriminação..nos fazendo refletir um pouco mais sobre assuntos.
Estava claro para mim os conceitos de raça e etnia, onde o primeiro é nossa descendência, um grupo que é puro até o final, e etnia é a mistura dessas raças, com costumes miscigenados das mesmas, formando uma nova etnia. Então, não podemos dizer que somos de determinada raça e sim que possuímos uma etnia, pois desde a colonização do Brasil já foi se formando outros povos, misturando-se e obtendo diferentes culturas.
Do mesmo modo, foi comentado que devemos aceitar as pessoas como elas se vêem, como por exemplo, se o individuo é negro e se diz alemão, devemos respeitá-lo, independente da forma de seus aspectos físicos, pois é aquela posição e cultura que ele segue.
Outro ponto questionado foi sobre a descriminação, pois muitas vezes fizemos ações de preconceito sem nos “darmos conta” que estamos realizando-a. Como o exemplo trazido pelo professor, se estamos andando na rua, e vemos uma pessoa paraplégica, logo sentimos pena dela e agradecemos por sermos ou termos filhos “normais”. Ação está que se designa descriminação.
Portanto é muito importante revermos nossas ações e posturas, observando e refletindo sobre elas, não voltando a repeti-las quando ocorrer.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Filme: "O clube do imperador"

A Interdisciplina Filosofia da Educação nos propôs que assistíssemos ao filme “O clube do imperador”. Neste processo, pude observar várias cenas em que o professor Willian Hundert (que é um conceituado professor de história da Antiguidade Clássica - Grécia e Roma) está diante de um conflito moral.
Dentre estas, em uma das cenas, aparece rapazes estudantes jogando baseball no pátio da escola. Entre esses meninos, havia um aluno novo da escola, Sedgewick Bell, que era um jovem arrogante e filho de um senador.
Ao ver o professor Hundert passar por ali, os estudantes convidam-o para jogar. O mesmo faz sinal com o dedo que não. Neste momento, Sedgwick, desafia o professor dizendo que queria ver a velha guarda joga.
O professor para de andar, fica pensativo, larga sua pasta no chão, tira o paletó, pega o taco com um dos meninos e começa a se aquecer. Em seguida, posiciona o taco em cima de um livro da biblioteca que Sedgewick (aluno rebelde) havia pegado na noite anterior, estando sobre a responsabilidade do próprio professor e fala que irá jogar a bola muito longe, apontando o dedo para cima (horizonte).
Então, Sedgewick lança a bola com força para professor Hundert, que o acerta-a e joga para longe.
Neste momento, chega de carro o diretor da instituição, estacionando-o na frente da escola. Ele vai pegar sua pasta no banco de trás do carro e ouve um barulho, vê que o vidro da porta de carro está quebrado e encontra uma bolinha de baseball. Pega-a, e vai até o pátio da escola furioso com o acontecimento ocorrido.
Observando que o diretor estava vindo, os meninos que estavam jogando correm rapidamente para o quarto dentro da escola para espiar pela janela o que iria acontecer. Nesta situação, o professor Hundert corre juntamente com os rapazes.
Ao chegar ao jardim, o diretor encontra um menino que estava ali sozinho, brincando e pergunta se ele sabe de onde veio aquela bolinha, responde que não sabe de nada. O diretor xinga-o dizendo que daria um belo advogado.
Assim sendo, nesta situação ocorrida, pude visualizar alguns princípios morais, como, dar o exemplo aos nossos alunos, onde muitas vezes observam nossas atitudes frente ao mundo, pois não adianta dizer para os alunos serem honestos se o próprio professor não é e foge do que está ocorrendo na realidade, como podemos ver no filme.
Do mesmo modo, não podemos fugir de nossas responsabilidades, deixando que outra pessoa inocente leve a culpa por algo que não fez, como no filme, o menino brincando leva a culpa pelo professor. Devem-se assumir os erros, arcando também com os prejuízos ocorridos.
Portanto, acredito que esta decisão do professor foi moralmente incorreta, já que devemos ser responsáveis, dar o exemplo, agir com moral perante os fatos, para poder cobrar isso também de nossos alunos.

sábado, 2 de maio de 2009

Estágios de desenvolvimento

A partir da leitura do texto “Epistemologia Genética e Construção do conhecimento” de Tânia B. I. Marques, pude explorar e refletir sobre os conceitos vinculados à idéia de estágios de desenvolvimento.
Neste processo, novamente constatei que a cada passo em que vamos evoluindo, vamos se ajustando ao meio em que vivemos e superando as diferentes situações surgidas ao longo da vida. Não há idade rígida para cada estágio, mas sim que estes se apresentam em uma sequência constante, onde cada um engloba a anterior e o amplia.
As características apresentadas por Piaget em cada estágio são as seguintes:
· 1º estágio: Sensório-motor (0 a 18 meses de idade): Este primeiro estágio se estende do nascimento ao aparecimento da linguagem, iniciando a capacidade de ações da realidade, sendo exclusivamente prática.
Neste plano prático, a criança não representa mentalmente os objetos, sua ação através dos sentidos é direta e imediata sobre os mesmos, as quais, essas experiências serão fundamentos fundamentais da atividade intelectual futura, ou seja, há uma organização dos movimentos e dos deslocamentos, que primeiramente estão concentrados no corpo próprio e vão se descentralizando aos poucos e atingem um espaço no qual a criança se situa como um elemento entre os outros.
· 2º estágio: Pré - operatório (2 aos 7 anos de idade): Neste estágio há o aparecimento da função simbólica sob diversas formas: linguagem, jogo simbólico, sonhos, etc. A criança passa da interiorização dos esquemas de ação para representações da realidade ou pensamento, sendo marcado pela intuição, pela percepção imediata e não lógica.
Nesta etapa há a presença do egocentrismo, sendo incapaz de lidar com as idéias diferentes das suas em relação a determinado tema, bem como, seu pensamento tende a centrar-se em estados momentâneos da realidade, sem juntá-los ao todo, ligando-se mais aos estados de um objeto do que as transformações pelas quais ele passa.
· 3º estágio: Operatório – concreto (7/8 anos a 11/12 anos de idade): Nesse estágio ocorre a construção de capacidade de reversibilidade do pensamento, tornando-se capaz de realizar operações lógicas e ver a totalidade de diferentes ângulos e mesmo trabalhando com objetos representantes, seu pensamento já permitem várias novas aprendizagens.
· 4º estágio: Operatório – formal (11/12 aos 14/15 anos de idade): Nesta ultima etapa, a criança já é capaz de realizar raciocínios abstratos, perante sua realidade. O sujeito já está desenvolvendo sua própria identidade, manifestando seus interesses e idéias sobre aquilo que acredita, mas também tem dúvidas entre o certo e errado.